Eu postei mais cedo o que segue no meu facebook mas ninguém prestou atenção. Então eu vou postar aqui novamente para ver se alguém lê né moçadinha ?!😉

Seguinte:

A JSFH é uma construtora de alto-padrão que é responsável, entre muitos outros empreendimentos, pelos shoppings de luxo de São Paulo (como o Cidade Jardim, por exemplo). Hoje, saiu na Folha de SP uma reportagem grande sobre uma desapropriação promovida pela própria JHSFatrás do Shopping Cidade Jardim na qual ela pagava para moradores adquirirem casas com escritura no Jardim São Luiz. Parece uma iniciativa boa né?! Tirar gente da favela e colocar em casa…. mas presta atenção um pouco. Olha aqui o que eu escrevi:

“Para quem não tem nada, óbvio que foi uma iniciativa proveitosa.
Todavia, vamos observar: a favela “Panorama” ficava bem atrás do Shopping Cidade Jardim, próxima à nova “Zona do Luxo” SP. Ok, ter uma casa é bacana, eu bem sei (pq vivo de aluguel). Mas ali havia condução farta e metrô do outro lado da Marginal. Também havia oferta de emprego com os prédios comerciais e tudo mais. O Jardim São Luiz está localizado bem ao sul de SP encravado entre Jardim Ângela, M´Boi Mirim e Capão Redondo – eleitos os bairros mais violentos de SP há décadas. No Jardim São Luiz há o Cemitério São Luiz conhecido por abrigar o maior contingente de jovens da América Latina.(Encravado entre os bairros paulistanos Jardim Ângela e o Capão Redondo, o Cemitério São Luiz é tido como o terceiro mais violento do mundo, perdendo apenas para o de Calí e o de Medellín. Estima-se que 80 % dos seus 150.000 sepultados tiveram mortes violentas, entre os quais, dois terços seriam homens, com idades entre 13 e 25 anos.)

Ainda assim dirão que foi uma boa iniciativa da JHSF.
Eu não direi. Eu só endossaria se fosse para essa senhora e família permanecerem no mesmo lugar ou em um lugar próximo ao que já estavam. Até quando seremos higienistas disfarçados de bons samaritanos?!”
Isso foi o que eu postei no Facebook anteriormente. O link para a reportagem é esse aqui:
Observem que o título da matéria “Empreiteira de luxo paga para morador deixar favela vizinha em SP” te induz a pensar que a JHSF fez um excelente trabalho. Mas ela não fez mais do que a obrigação de indenizar alguém que vivia em um lugar que está sendo desapropriado (uma vez que isso seria obrigação do Estado e até uma garantia constitucional). Outro detalhe que chama a atenção é o nome do método adotado pela própria JHSF “requalificação da área” para as desapropriações que promove pelo seus “escritórios da Companhia Habitacional”. Bem, dessa maneira pode-se concluir que as pessoas dessas habitações irregulares não são “qualificadas” para habitar o local no qual estão. Talvez a senhora A. que comprou a casa no Jardim São Luiz seja apenas qualificada para viver com o vídeo que eu deixo aqui para vocês:
Pensem nisso. Apenas nisso.

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