Depois de toda essa explanação, eu repito, onde está o dinheiro?! E porque o mesmo não volta para nós?!

Teoricamente seria muito simples realizar um procedimento de penhora a esses tão endinheirados criminosos ou tentar deflagrar uma operação de busca e apreensão de bens. O dinheiro é a origem do crime, nada melhor do que encerrá-lo repatriando o que foi desviado. Todavia, isso ainda parece absurdo, tão absurdo quanto chamar Carlos Cachoeira (ou qualquer outro bicheiro) de “contraventor”. Não devemos esquecer que:

Contravenções penais são infrações consideradas de menor potencial ofensivo que muitas pessoas acabam cometendo no dia a dia, que chegam até a serem toleradas pela sociedade e até por autoridades, mas que não podem deixar de receber a devida punição. É evidente que por serem delitos de menor gravidade recebem penas proporcionais.” (fonte: Universo Jurídico)

Isso é texto jurídico brasileiro. Ok, talvez um contraventor seja chamado por esse nome pelo seu envolvimento com um crime considerado “menor”, como o jogo. Entretanto nosso Código Penal é antigo, muito anterior a qualquer globalização (do próprio crime, inclusive) e o jogo da época não pode ser comparado aos bingos milionários de hoje. Fora isso, alguém que desvia milhões e comete “alguns homicídios” não pode ser considerado contraventor – ainda que a mídia insista em chamá-lo dessa maneira.

Independente do nome que se dê, voltemos à nossa tríade dispare da semana passada: os pontos que venho tentando ligar são apenas correspondentes à nossa realidade de fato. As pessoas tendem a afastar cenários complexos da frente não só pela não-compreensão dos fatos, mas, creio eu, porque talvez aprendê-los na totalidade literal gere uma espécie de “curto-circuito mental”; um choque dilacerante com a realidade. Acredito que muitos por aí compartilhem da mesma visão que eu sobre o conceito de realidade sobrepostas as quais somente funcionam interligadas mas talvez prefiram apenas seguir com suas vidas pois é bem cruel se descobrir joguete de um sistema que foge ao seu controle pois é bem maior do que se imagina além de operar com conceitos totalmente divergentes da realidade que se foi ensinada no dia-a-dia.

[continua…]

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