Muito se fala sobre as artes brasileiras, desde a “lenda” Aleijadinho, até a modernidade, como Lygia Clark e Hélio Oiticia, por exemplo. Todos lindos, brilhantes, geniais e… póstumos. Obviamente que a arte nacional tem progredido e que, atualmente muitos de seus filhos já se veem célebres em seu auge produtivo. Todavia… o que é arte?!

Segundo os verbetes institucionais:

“A designação do termo Arte vem do latim Ars, que significa habilidade. É definida como uma atividade que manifesta a estética visual, desenvolvida por artistas que se baseiam em suas próprias emoções. Geralmente a arte é um reflexo da época e cultura vivida.” (fonte: InfoEscola)

 

Partindo desse pressuposto (e não vamos adentrar aqui a discussão sobre arte e técnica, de Walter Benjamin. Quem quiser se aprofunde aqui) podemos considerar como arte praticamente qualquer manifestação baseada nas habilidades humanas: pode ser um livro, uma tela, um filme, uma comida, um adereço corporal… não importa o quê, deverá ser considerado como arte. Entretanto, com o passar do tempo a visão sobre o que se considera arte têm passado por uma série de filtros cujo o principal é o cânone: uma visão cânone da arte é aquela que obrigatoriamente fará o artista passar pelos bancos universitários.

Nossos parâmetros passam quase que obrigatoriamente por instituições: a sociedade parece necessitar de rótulos, aprovações, indicações, etc. Porém, a definição de arte pressupõe habilidade e não diploma. Mas as pessoas continuam achando o contrário. Não só isso mas também continuam achando que arte é algo que só encontramos em museus ou galerias.

Exatamente por esse tipo de visão distorcida por interesse que nós acabamos por desconsiderar as várias manifestações artísticas presentes no dia-a-dia. Seja um fotógrafo, um escultor, um grafiteiro ou um artesão, para a maior parte dos brasileiros, se não estiver num espaço fechado com seguranças não é arte – é qualquer coisa. Por causa desse tipo de visão distorcida, a arte em nosso país acaba sendo desencorajada quando não relegada à marginalidade.

Pensando nessa questão, o Coletivo Beleza da Margem está tentando realizar um longa-metragem sob o título de Malucos de estrada: a reconfiguração do movimento hippie no Brasil . Abaixo há um teaser de cerca de oito minutos mostrando um pouco desse documentário:

Independente de serem encarados como hippies (ou não) o artista de rua brasileiro – em especial o que realiza trabalhos artesanais para se sustentar – tem um estereótipo negativo e quase pejorativo. A maioria é desconsiderada como agente social e difusor de uma cultura alternativa; apenas são vistos como marginais (aqui no sentido de desocupados e bandidos). Esse tipo de visão deturpa mais ainda o conceito original do que é a arte em sua essência e desestimula qualquer tipo de manifestação artística. Meu convite hoje é para que revisemos este tipo de conceito e o deixemos para trás.

A arte não está numa instituição, num diploma ou numa galeria: mas sim numa manifestação autêntica da produção como reflexo do momento histórico.

Ajude o Coletivo Beleza da Margem a finalizar esse longa-metragem, clicando aqui.

Conheça mais: Coletivo Beleza da Margem

5 responses »

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