“não se preocupe comigo, mas com o que me aconteceu” – F.UR.T.O.

Hoje venho a esta coluna parar destruir um sonho. Aliás, não um, mas vários. É notória a insatisfação com o nosso país – Brasil – e muito têm se falado sobre a política e a coibição da liberdade de imprensa (caímos para o 108º lugar, segundo a entidade Repórteres sem Fronteiraslink da notícia). Também estamos enfrentando tragédias anunciadas que poderiam ser facilmente evitadas se as leis existentes fossem seguidas (o último exemplo triste foi o incêndio na boate Kiss, que repercutiu no mundo a até o momento já conta 235 mortos). Isso sem falar na corrupção latente, nos impostos não revertidos; na péssima qualidade da educação e da saúde deficitária. Diante de todos esses fatos muita gente fala – há anos – “ah, melhor ir embora desse país, etc…”. Não discordo na totalidade. O Brasil possui sim muitas oportunidades mas o estudo aqui é caro, as pessoas são muitas vezes escolhidas pelo famoso “quem te indica” e seu sobrenome muitas vezes fala mais alto do que sua real inteligência.

Contudo, não estou aqui para detonar o Brasil.

Estou aqui para detonar o American Dream.

Apesar de que muito já foi sobre o termo já foi demolido junto com os escombros do fatídico 11 de setembro, muitas pessoas ainda creem na falácia do “sonho americano”. Oberve:

“American Dream é um preceito norte-americano que reúne conceitos básicos como igualdade, liberdade, estabilidade e livre mobilidade de classe social.” (adaptado de Wikipedia)

A definição acima soa próximo à perfeição, principalmente se você está cansado de levar chibatadas ideológicas do seu país natal. Sonhar com uma vida farta e mais segura não é o erro, o erro é crer que seu país é inferior aos Estados Unidos pela “boca” do último.

Vou tentar me explicar.

Eu aprecio muito o site Human Rights Watch. E, navegando por ele descobri muitos dados interessantes e que a maior parte das pessoas não sabe sobre os Estados Unidos. Por exemplo:

-0 1 em cada 06 habitantes passa fome;

– Há trabalho infantil em massa nas lavouras;

– A maior parte das mulheres que trabalha no campo já sofreu algum tipo de abuso sexual dos seus patrões.

– 37% da população americana (incluindo imigrantes ilegais) não possui condição de habitabilidade mínima.

Só por causa desses dados as pessoas que insistem na crença do American Dream (que no fundo é “a grama do meu vizinho é melhor que a minha”) deveriam pensar duas vezes.

Todavia sempre terá gente que vai querer tirar o crédito de tudo o que você diz, e eu sei. Então, eu separei dois vídeos feitos pela Human Rights Watch os quais me dedicarei a analisar com vocês nas próximas semanas. São pequeníssimos excertos, mas é a visão de um panorama cruel que ninguém vê – porque, claro, não interessa.

[continua…]

2 responses »

  1. […] Feed By Frames – Protótipo Imperfeito – Parte 1 […]

  2. […] 2013 será dia 21/02, mais informações aqui Feed By Frames – Protótipo Imperfeito – Parte I DQOGG – Gay Friendly e o Turismo Gay Bacon Frito – Estréias da semana – 01/02 […]

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