Estes dois vídeos que apresentei nas semanas anteriores são apenas uma pincelada da realidade norte-americana; uma realidade dura de se ver e trabalhar, claro. Todavia, omitindo-se alguns fatos à grande mídia qualquer lugar torna-se apetecível e agradável para se estar.

Obviamente que nenhum país é perfeito – todos, SEM EXCEÇÃO – tem suas mazelas como também possuem qualidades. Entretanto, vender-se sob o título de perfeição sob uma lógica que está para além de atrair turistas – lembre-se este é o país que ignora as leis e pactos que cobra do mundo – parece ser absurdo, para não afirmar que é cruel.

Mas vamos lá, vamos descer mais um degrau nesse país tão perfeito e maravilhoso… Correndo ao lado dessas práticas desumanas e ilegais – junto a tantas outras como despejos ilegais de famílias portadores de Green-card, hospitais que expulsam doentes que não podem mais pagar a conta, etc – estão as práticas enrustidas de legalidade ou que querem se passar por legais. Por exemplo, a escola norte-americana. Considerada por muitos um “grande exemplo” por oferecer uma educação de qualidade gratuita (muito embora eu discorde dessa qualidade e saiba que lá a maioria das boas escolas continua sendo particular) na verdade muitas são subsidiadas por marcas de produtos comestíveis.

Dessa maneira o espaço que era para ser destinado ao ensino acaba se tornando um shopping praticamente (ou seja, a ideia é tornar a escola um lugar “rentável”, que entre dinheiro ao invés de somente gastar). Também, com os espaços convertidos em cenário de venda, a escola se força a vender para os alunos comidas e bebidas das marcas que a patrocinam – o que explica os péssimos hábitos alimentares das crianças já que o período é integral e elas acabam se alimentando na escola.

Agora vamos pensar: educação é, antes de tudo, um direito do ser humano e uma garantia federal, correto?! Correto. Então, para quê dizer que é necessário torná-las um espaço mais rentável?! Escolas não tem o compromisso de serem rentáveis quando se trata de educação governamental, paga-se impostos para isso. Além do mais há a questão da formação do consumidor infantil: poderíamos passas horas dissertando como essa questão afeta a formação da criança.

Mas farei melhor. Deixarei vocês com um dos mais polêmicos documentários abordando o tema, “Consuming Kids”. Está aí, na íntegra (e só é polêmico porque ousou tratar o tema do consumo infantil sem eximir nenhuma autoridade).

[continua…]

2 responses »

  1. […] Feed by Frames – Protótipo Imperfeito – Parte 4 […]

  2. […] 2013 com vários participantes, veja aqui Feed By Frames – Protótipo Imperfeito – Parte IV DQOGG – Homem gay se defende no metro de Nova York Bacon Frito – Estréias da semana […]

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s