Durante o último mês joguei muitas informações distintas para vocês poderem apreciar e talvez formalizarem uma opinião distinta do American Dream “empacotado” que é vendido para vocês. Embora minha abordagem tenha sido mais esparsa e abrangente creio que os tópicos que selecionei são peças muito importantes num quebra-cabeça chamado Estados Unidos.

Muito embora todo país seja uma multiplicidade (para o bem ou para o mal) os norte-americanos costumam utilizar-se de uma ótica achatada e polarizada para vender uma imagem irreal da sua verdadeira condição. Eles atendem pela replicação de imagens e situações de um lugar perfeito, onde não há miséria, fome, gente feia, desemprego e que serial killers são acontecimentos esporádicos.

Infelizmente essa não é a verdadeira realidade: a miséria está presente [bem mais do que o cidadão médio imagina], há incidência de trabalho escravo, o estupro se tornou uma via de regra em determinados lugares, drogas consomem vidas de todos os tipos nas cidades
(veja link aqui) e, além da chama “mídia B”, ninguém aborda nada….é como se essa face do país não existisse.

O mais grave disso tudo talvez não seja exatamente o fato de existirem crianças que não estudam; gente que não recebe pelo seu trabalho; famílias inteiras morando em quartos de hotel barato: não, pior é uma nação que veda sua existência real para os próprios habitantes a ponto de crerem no protótipo que é vendido em lotes para os visitantes.

Me entendam: ressaltar os “defeitos” de uma país não é denegri-lo – como muitos acreditam ser – mas apontar para o que não vai bem, o que não está sendo bem conduzido e – claro – o que está errado. Independente de se ter uma obrigatoriedade do voto, uma nação prescinde de coletividade e para tal é necessário apontar erros e discuti-los, partilhá-los, buscar uma solução social. Obviamente que nem sempre o que é discutido gera uma solução, mas, uma vez partilhado o problema e debatido o mesmo costuma ser remediado.

Ao final, digo que realizei toda essa exposição pelo simples fato de alertar que o erro não está somente no cidadão “desinformado” porque lhe convém; mas, em especial no cidadão que se desinforma para depositar no Estado (seja qualquer Estado) suas expectativas e sonhos. Enquanto não se tiver a consciência de que o Estado é importante mas somente como garantidor da não-violação dos direitos de qualquer cidadão e não como repositório de obrigações, continuaremos a acreditar em situações fantásticas como o “American Dream” ou numa política econômica que fará você gastar mais do quem sem lhe apontar uma estratégia de futuro [para quando essa euforia toda passar].

Pensem nisso.

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